terça-feira, 22 de maio de 2012

CRACK: NÃO SE PODE DEIXAR DE LADO.

Li reportagem na página do Jornal O Globo de hoje, 22 de maio de 2012 de Luiz Gustavo Schmidt e Walesca Borges, abordando a dependência ao crack,  que reproduzo parte dos textos:

“Segundo Ademir Treichel, diretor da Unidade municipal de Reinserção Social Rio Acolhedor, em Paciência, como não existe abrigamento compulsório de adultos, apenas 30% do total das pessoas acolhidas ficam no abrigo para tratamento...

– Muitos saem do ônibus e vão embora imediatamente. A mesma pessoa é acolhida por diversas vezes. O abrigamento não é compulsório no caso de adultos. Na rua, essas pessoas tem toda liberdade do mundo e não precisam respeitar horários. Elas são doentes e não tem o poder de discernimento. Por isso, sou a favor da internação compulsória – comentou Ademir Treichel, lembrando que a unidade oferece cursos profissionalizantes, de alfabetização, lzaer, biblioteca, sala de computador e piscina, entre outras atividades”.

Continuando na reportagem, destaco dados de pesquisa feita pela Secretaria municipal de Assistência Social do Rio com 3.194 adultos acolhidos, entre março de 2011 e abril deste ano. Das pessoas em situação de rua acima de 18 anos, 24% responderam que são dependentes de crack, 20% de álcool, 15% de cocaína e 12% de maconha. Ao compararem o uso de diferentes tipos de drogas com faixa etária, o crack predomina entre jovens e adultos com idades de 18 e 25 anos, 36 a 30 anos e 31 a 35 anos. Já na faixa de 36 a 40 anos a maioria se declarou usuária de cocaína, seguida de álcool, crack e maconha.

Ainda na reportagem, são trazidos dados de uma outra pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em prontuários de 61 adolescentes atendidos no local, no segundo semestre de 2010.

Pela pesquisa do Nepad, para esses jovens, sai caro sustentar o vício. Em média, eles gastaram R$ 550,00 por semana, sendo que o gasto mais caro foi de R$ 740,00 para o crack, de R$ 550,00 para a cocaína e, de R$ 140,00 para a maconha. Além disso, 48% alegaram a prática de roubo e 36% de assalto a mão armada para custear o vício. Entre os usuários de crack, 63% praticaram roubo e 45%  assalto.

“Segundo a diretora do Nepad, Ivone Ponczek, dos atendimentos feitos no local, a classe baixa é predominante entre os usuários de crack.
– A disseminação visível do uso do crack está relacionada com amiséria do país. Observamos neste perfil o desamparo social e a desorganização familiar – comentou Ivone”.


É claro que o contexto local pode levar a termos variações nos resultados estatísticos, já que o público pesquisado foi da capital (município do Rio de Janeiro). De qualquer forma, acredito que as diferenças não mudem tanto esses perfis e, se as pesquisas fossem feitas aqui em Guapimirim, encontraríamos semelhanças. Considero muito importante que haja um aprofundamento sobre o tema, com análise de nossa realidade atual e futura em decorrência dos impactos para nosso município devido sua proximidade com a capital, nosso crescimento populacional e, do Comperj. Vejo como indispensável que essa discussão considere a necessidade de adoção de políticas públicas para a implementação e continuidade de programas que integrem as áreas de Ação Social, Saúde e Segurança Pública, tanto numa abordagem preventiva como para o acolhimento e tratamento de usuários.

Envie comentários e poste outras matérias sobre o tema para multiplicar informações, e formarmos opinião: humanitarj@hotmail.com .

Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O MUNDO VAI, OU NÃO, ACABAR EM 21/12/2012 ?

Li reportagem na página de Ciência do Jornal O Globo de hoje, 11 de maio de 2012,  escrita por Cesar Balma, que reproduzo parte dos textos:

“Foi encontrado em escavações nas ruínas Xultún, megacidade maia no nordeste da Guatemala, um mural com tabelas astronômicas que avançam 7 mil anos no futuro. O mural, datado do século I a.C, é o mais antigo conhecido calendário astronômico da civilização, centenas de anos mais velho que o chamado “Código de Dresden”, de onde os arautos do fim do mundo tiraram a ideia de que os maias previram uma catástrofe global em 21 de dezembro de 2012.

William Saturno, arqueólogo da Universidade de Boston e principal autor do artigo sobre o achado, publicado na edição de hoje da revista “Science” comenta: É uma falácia a história de que o calendário maia traz uma data de validade para o mundo. A sociedade ocidental tem uma fixação com o fim dos calendários que é bem diferente da visão dos maias. O que para eles significava apenas o início de um novo ciclo, para nós é o fim do mundo.

Os reis maias eram muito interessados em contar o tempo e se associarem a sua passagem – explica David Stuart, professor de Arte e Escrita Mesoamericana da Universidade do Texas e responsável por decifrar as inscrições. – Era muito importante para a manutenção do poder do rei ele parecer ser responsável pelos ciclos de renovação e, por isso, estes sacerdotes, matemáticos e astrônomos tinham uma relação com ele muito próxima.

Mesmo com a descoberta dos novos calendários maias, Saturno não acredita que os teóricos do apocalipse vão mudar de idéia quanto ao fim dos tempos este ano:

– É claro que os maias não viam o fim do mundo ao término dos seus ciclos de tempo, e devemos encarar seus calendários da mesma maneira. Mas nenhuma pintura ou descoberta será capaz de convencer do contrário quem acha que o mundo vai acabar. Isso só vai acontecer mesmo quando o dia 21 de dezembro de 2012 for seguido normalmente pelo 22 de dezembro”.

E VOCÊ, ACREDITA NO QUE ?


Faça aqui seus comentários, e/ou envie por email para humanitarj@hotmail.com outras matérias sobre o tema para postarmos no blog, vermos as informações multiplicadas e, formarmos opinião.

Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)