Li e achei interessante o texto publicado no “Jornal do Federal – Conselho Federal de Psicologia” de outubro/2011, e reproduzo partes desse texto publicado :
“Em oito anos, aumentou 1.616% o consumo de Metilfenidato, princípio ativo dos remédios Ritalina e Concerta, receitados para crianças com hiperatividade ou déficit de atenção. Em 2000, foram vendiadas 71 mil caixas desses medicamentos no Brasil. Em 2008, as vendas atingiram 1,14 milhão. Amplamente difundido, o Metilfenidrato ganhou o apelido de “a droga da obediência”,.. “
Continuo destacando:
"É cada vez mais comum que questões de convivência e de inadequações à vida cotidiana sejam tratadas como problemas médicos...”
“De acordo com a psicóloga Beatriz de Paula Souza, membro do Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em Psicologia Escolar (Lieppe) do Instituto de Psicologia da USP, as explicações para o fenômeno são variadas: passam pela questão mercadológica, para aumentar vendas da indústria farmacêutica, e chegam na questão do controle social. “Esses diagnósticos, como por exemplo hiperatividade e déficit de atenção, tentam conter a diversidade do ser humano, patologizar todos aqueles que saem do padrão desejado. Se a criança não se ajusta à escola, não se comporta como as autoridades educacionais querem, é um potencial fácil de ser atingido pela medicalização”, revela. Uma das consequências desse fenômeno, segundo Beatriz de Paula Souza, é que as pessoas que estão sendo medicalizadas, são exatamente aquelas que podem apontar necessidades de transformação: “Não se explicam problemas educacionais, não se busca resolver os problemas do sistema, mas coloca-se a culpa nas crianças, diagnosticam-nas como doentes”, explica.. Para a professora de pediatria da Unicamp Maria Aparecida Moysés existe um ideário social que aponta para a uniformização da sociedade. “Nessa padronização quem é diferente incomoda muito. O não aceitar normas sempre incomodou na sociedade”, lembra.”
Esse alerta não necessariamente é novidade, mas acho que sempre vale destacar. Na vida cotidiana, a medicalização se transformou numa prática levando a que os indivíduos troquem dicas de remédios como quem troca receita de culinária.
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da HUMANITÁ) dez/2011
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Muitas vezes ouvi que a intenção era tudo. Eu percebo hoje que é assim mesmo que funciona. A intenção estabelece um foco de energia em torno de uma ideia. Essa ideia é lançada no espaço e busca seus semelhantes. Se você estiver receptivo, o encontro das oportunidades e de sua intenção acontecerá. Mas antes de focalizarmos como funciona, precisamos saber se temos algum dispositivo ou trava que impede desse encontro acontecer. Eu tive uma experiência recente que me deu essa certeza. Se você tem algo dentro de você que estabelece um impedimento de ser feliz ou não se achar merecedor, ou até pior, se sentir culpado porque alguém próximo afetivamente de você o fez acreditar, pode parar. Não tem Jesus Cristo descendo dos céus que dê jeito!
Primeiro livre-se da culpa ou da crença de não ser merecedor. Isso interfere, e muito, o encontro do seu desejo (intenção) com a sincronicidade (as oportunidades) do Universo. Às vezes aprendemos desde muito cedo e aceitamos como verdade significados distorcidos sobre o amor e o dinheiro, sem falar de outros temas. Se um pai ou uma mãe fizer você acreditar que é culpado de algo, mesmo não tendo feito nada, você passará a vida toda não deixando as coisas boas te acontecerem, afinal quem é culpado tem que ser punido. Seu "Manual de Funcionamento Pessoal" passa a ter essa cláusula e nada e nem ninguém te convencerá do contrário. Daí em diante você não conseguirá realizar os seus sonhos e desejos, pois se verá impedido por que ainda se sente culpado.
A realização do seu desejo, sonho, meta, precisa estar calcado numa certeza de que já é seu. Se você carrega o peso da culpa e de não se sentir merecedor, não há como as oportunidades virem na sua direção. A Cura Kármica elimina essas obstruções e os sutras ajudam a acelerar a afinação com o Universo.
Os mantras são sons que harmonizam e ajudam a concentrar e os sutras são ideias que estimulam a nossa sincronicidade com o Universo.
Existem 7 sutras que o escritor e médico Deppak Chopra nos orienta em seu livro "A Realização Espontânea do Desejo - Editora Rocco". Com eles, você passa a afinar o seu Ser para que as oportunidades do cosmos se encontrem com o seus desejos. Eles são escritos em sânscrito e a nossa alma os reconhece mais rapidamente que o nosso intelecto. Mas mesmo assim, vou colocar também disponível o seu significado. Sãos as seguintes palavras, em sânscrito, que você mentalizará e recitará, na ordem de 1 a 7, durante os próximos 21 dias. Leia como se escreve. Eu testei e foi fantástico!
1. Aham Brahmasmi (significado- a essência do meu ser é a realidade suprema, a origem e a base do universo, a causa de tudo o que existe)
2.Tat Tvam Asi (significado - vejo o outro em mim e eu nos outros)
3. Sat Chit Ananda (significado - o meu diálogo interior reflete a chama da minha alma).
4. San Kalpa (significado - as minhas intenções possuem um organizador infinito)
5. Moksha (significado - estou emocionalmente livre)
6. Shiva-Shakti (significado - estou criando os deuses e as deusas dentro de mim; eles expressam por meu intermédio todos os atributos e poder que possuem)
7. Ritam (significado - estou alerta, desperto para as sincronicidades e sei que elas são mensagens de Deus. Sigo o fluxo da dança cósmica)"
E você, já se sentiu ou se sente não merecedor de algo ? por que ? já tentou entender ? reflita
Eliani Mayerhofer - Terapeuta Natural e Holística
humanitarj@hotmail.com
Vamos começar a percorrer um caminho provocativo para debatermos sobre o homem, enquanto SER ÚNICO, SER SOCIAL, e SER CIDADÃO.
Vivemos num contexto onde somos bombardeados constantemente por mil estímulos, impressões de outros sobre nós, e de nós sobre os outros, cobranças, insatisfações, compromissos, competições, alegrias, vitórias, derrotas, sucessos etc.
Tudo começa pra nós, lá atrás, enquanto estamos na barriguinha da mamãe. Como era tudo gostoso e seguro. Lá estávamos protegidos e sem precisarmos nos preocupar com nada. Ali ficávamos apenas recebendo tudo aquilo que precisávamos para crescer e nos tornarmos um SER ÚNICO. Naquele momento começava a era do “eu era feliz e não sabia...”.
De repente nos expulsam, ou nos tiram de lá. Vem um cara chato nos pegando e dando uns tapas. Colocam-nos num mundo estranho, cheio de estímulos diferentes e ameaçadores. Quero voltar pra onde eu vivia tranquilo e seguro, mas não adianta, pois como aprendemos na marra, o tempo não para e não volta. Sabe aquela máxima que se ouve por aí: "já era, se vira e vai à luta...”.
É assim, desde que nascemos, a vida já dá sinais de que vai ser dureza. Mas olha só pessoal, não está tudo perdido não, afinal tem papai e mamãe, vovó e vovô, titia e titio, e sei lá mais quantas pessoas que ficam sorrindo pra nós, nos apertando e chamando de gostosinho, fazendo tanto chamego e carinho que até dá pra achar uma luz no final do túnel. Bom, o jeito é seguir em frente.
Começamos aprendendo a berrar, reclamar do que não gostamos e, aí, acaba aparecendo alguém pra cuidar da gente e nos dar o que precisamos. Opa, vai ver que é por aí que tem que se viver. Berrar e esperar que alguém nos dê o que queremos. Será?
Me parece que essa estratégia funciona durante algum tempo, mas logo dá pra perceber que não vai poder ser só por aí. Vamos crescendo e começa a aparecerem nossos concorrentes de atenção, carinho, espaço e conquista de territórios. Poxa, o jeito é partir pra luta e disputar aquilo que queremos. Então, surgem as primeiras perguntas que não querem calar: quem sou eu, o que quero, como conseguir, com quem contar, quem são esses outros ...?
Essas perguntinhas vão nos acompanhar para toda a vida, e nunca vamos encontrar as respostas, pois na verdade, somos mutantes, e a cada momento e contextos, somos um, somos únicos. Não bastassem essas questões, mergulhamos num turbilhão de provocações e disputas internas e externas que nos embotam e dificultam para enxergarmo-nos, e enxergarmos o outro e o mundo a nossa volta.
Por isso, proponho iniciarmos nossas semanas tentando ouvir e trocando o que cada um que ler essas linhas tem, pode e/ou quer falar começando por responder: VOCÊ SABE QUEM É VOCÊ? VOCÊ RECONHECE SUA HISTÓRIA?
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da HUMANITÁ humanitarj@hotmail.com)