segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

QUEM É VOCÊ?

Vamos começar a percorrer um caminho provocativo para debatermos sobre o homem, enquanto SER ÚNICO, SER SOCIAL, e SER CIDADÃO.
Vivemos num contexto onde somos bombardeados constantemente por mil estímulos, impressões de outros sobre nós, e de nós sobre os outros, cobranças, insatisfações, compromissos, competições, alegrias, vitórias, derrotas, sucessos etc.
Tudo começa pra nós, lá atrás, enquanto estamos na barriguinha da mamãe. Como era tudo gostoso e seguro. Lá estávamos protegidos e sem precisarmos nos preocupar com nada. Ali ficávamos apenas recebendo tudo aquilo que precisávamos para crescer e nos tornarmos um SER ÚNICO. Naquele momento começava a era do “eu era feliz e não sabia...”.
De repente nos expulsam, ou nos tiram de lá. Vem um cara chato nos pegando e dando uns tapas. Colocam-nos num mundo estranho, cheio de estímulos diferentes e ameaçadores. Quero voltar pra onde eu vivia tranquilo e seguro, mas não adianta, pois como aprendemos na marra, o tempo não para e não volta. Sabe aquela máxima que se ouve por aí: "já era, se vira e vai à luta...”.
É assim, desde que nascemos, a vida já dá sinais de que vai ser dureza. Mas olha só pessoal, não está tudo perdido não, afinal tem papai e mamãe, vovó e vovô, titia e titio, e sei lá mais quantas pessoas que ficam sorrindo pra nós, nos apertando e chamando de gostosinho, fazendo tanto chamego e carinho que até dá pra achar uma luz no final do túnel. Bom, o jeito é seguir em frente.
Começamos aprendendo a berrar, reclamar do que não gostamos e, aí, acaba aparecendo alguém pra cuidar da gente e nos dar o que precisamos. Opa, vai ver que é por aí que tem que se viver. Berrar e esperar que alguém nos dê o que queremos. Será?
Me parece que essa estratégia funciona durante algum tempo, mas logo dá pra perceber que não vai poder ser só por aí. Vamos crescendo e começa a aparecerem nossos concorrentes de atenção, carinho, espaço e conquista de territórios. Poxa, o jeito é partir pra luta e disputar aquilo que queremos. Então, surgem as primeiras perguntas que não querem calar: quem sou eu, o que quero, como conseguir, com quem contar, quem são esses outros ...?
Essas perguntinhas vão nos acompanhar para toda a vida, e nunca vamos encontrar as respostas, pois na verdade, somos mutantes, e a cada momento e contextos, somos um, somos únicos. Não bastassem essas questões, mergulhamos num turbilhão de provocações e disputas internas e externas que nos embotam e dificultam para enxergarmo-nos, e enxergarmos o outro e o mundo a nossa volta.
Por isso, proponho iniciarmos nossas semanas tentando ouvir e trocando o que cada um que ler essas linhas tem, pode e/ou quer falar começando por responder: VOCÊ SABE QUEM É VOCÊ? VOCÊ RECONHECE SUA HISTÓRIA?
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da HUMANITÁ humanitarj@hotmail.com)

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