quarta-feira, 28 de março de 2012

NOVO GRUPO DE REFLEXÃO RANCOR x PERDÃO.

Tal qual num processo de “coaching”, os participantes dos GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá são levados a buscar novos entendimentos sobre si mesmos e o meio, recebendo conhecimentos e técnicas que poderão contribuir para seu fortalecimento, enquanto indivíduo e ser social, e ampliar sua capacidade de realizações e conquistas, evolução e crescimento, felicidade, bem-estar e qualidade de vida.

Os GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá tem 06 encontros conduzidos pela Psicoterapeuta Juçara Cerqueira (CRP 24908-5ª./RJ) e, pela Terapeuta Natural Eliani Mayerhofer (21-045/01 Sinter-RJ). 


 Venha inscrever-se no novo grupo com o tema central - Rancor x Perdão.
Vagas limitadas.

Os participantes terão 03 palestras sobre a origem do rancor, reflexos da agressividade e canalização positiva da raiva, e a força do perdão”, e 03 encontros práticos constituídos de “vivências, ou dinâmicas de grupo, ou terapia comunitária”.


Datas dos encontros   25 de abril; 02 e 16 e 30 de maio; 13 e 27 de junho/12
Horário de cada encontro das 18:00 h às 19:30 h
Local dos encontros  Rua João Ferreira de Abreu 110-A, Paiol, Guapimirim (rua da Feira de Artesanato junto da "Suzana Veterinária")
Inscrições até 23/04/12 de terça à quinta das 10:00 às 15:00 h na Humanita ou para email humanitarj@hotmail.com, confirmando seu interesse em inscrever-se e, informando NOME-ENDEREÇO-TELEFONE 
Custo por participante R$ 58,00 por mês, sendo o pagamento no ato da inscrição pelos 03 meses do período, ou parcelado em 03 cheques (no ato da inscrição, outro para 16 de maio e, o último para 13 de junho).


Humanitá Instituto de Recursos Humanos e
Terapias Naturais e Holísticas Ltda
CNPJ 02.752.462/0001-90
Rua João Ferreira de Abreu 110 – A, Paiol, Guapimirim/RJ – Cep 25.940-000
(21)2632-4461 humanitarj@hotmail.com

sábado, 17 de março de 2012

PLANO de METAS para gerar SAÚDE

Li no caderno Razão Social do Jornal O Globo de 13 de março de 2012, uma reportagem de Martha Neiva Moreira, sobre o trabalho que é feito pela ONG Saúde Criança, e achei bastante interessante multiplicar.

A ONG Saúde Criança, entre outros casos, acompanha o tratamento de um menino há pouco mais de um ano no Hospital da Lagoa, Ricardo Oliveira. Trata-se de uma criança de 8 anos que sofre de anemia falciforme, residente numa comunidade de baixa renda de Vila Rosário (Duque de Caxias/RJ), cujas casas são casebres pequenos, sem reboco e sob calor intenso.

“... a temperatura alta pode acentuar sintomas da doença, como dores, dificuldade de respirar e fadiga. Por isso, no coquetel de tratamento, além dos remédios e consultas freqüentes, foi incluído um Plano de Ação Familiar.

O plano é a principal ferramenta da entidade, que há 21 anos atua na área de saúde infantil para melhorar a qualidade de vida das crianças atendidas e suas famílias.

Definido como uma tecnologia social pela pediatra Vera Cordeiro, fundadora da Saúde Criança, o plano já contribuiu para reduzir em 60%  a quantidade de internações dos pequenos pacientes e aumentar em 35% a renda de seus familiares. A metodologia consiste em estabelecer metas em cinco áreas – moradia, cidadania, educação, saúde e renda –, para serem alcançadas em dois anos. No caso do Plano de Ricardo, além da reforma da casa, que ganhou reboco, tinta e mais três cômodos, foi preciso instalar um filtro para acabar com o hábito familiar de beber água da bica; ensinar a fazer gestão de resíduos, para que o lixo não ficasse acumulado no quintal causando mau-cheiro e atraindo bichos; e implantar um programa alimentar.

Cristiane de Oliveira, 36 anos, mãe do garoto, que ainda deve cumprir a meta de gerar renda com o artesanato que produz, comemora o fato de o filho ter reduzido o número de internações ano passado. Até 2011, ele costumava ser internado mês sim, mês não. No último ano, porém, foram apenas três.
– Os remédios ajudam e são necessários, mas tínhamos maus-hábitos como beber água da bica e não comer nenhum legume ou verdura. Além disso, acumulávamos lixo no quintal. Por conta do plano, consegui até solicitar à Prefeitura de Duque de Caxias que viesse à comunidade para recolher o lixo acumulado no barranco ao lado de casa. Também já estou mobilizando os outros moradores para não deixar acumular o lixo no quintal – contou Cristiane que vive no casebre com o marido e mais três filhos e conta com uma renda mensal de cerca de pouco mais de um salário mínimo.”
Continuo destacando na reportagem: “ A idéia de usar o Plano de Ação Familiar como ferramenta no tratamento das crianças, surgiu depois que Vera constatou que os hábitos da pobreza dificultam o tratamento das crianças.

– As doenças, são muitas vezes, resultado das faltas que o indivíduo sofre vivendo em situação de pobreza. A questão é que a pobreza é multidimensional. Para tratar um paciente que vive nesse ambiente, não adianta só dar remédios. É preciso tratar o ambiente em que ele vive e sua família,. Conseguimos pensar numa estratégia, que é o Plano de Ação Familiar, posto em prática com o compromisso das famílias e parceria das empresas que nos apóiam para promover as reformas de moradias, oferecer cursos de capacitação, entre outras iniciativas que estão na lista de metas – contou Vera.”

Como resultados do Saúde Criança, a repórter destaca que já foram beneficiadas 40 mil crianças em todo o país, abrangendo 12 estados.

Considero que este é um belo exemplo para inspiração e reflexão sobre políticas públicas e parcerias que podem ser construídas. Trata-se de uma ação baseada numa visão holística da saúde, onde através da atuação da ONG busca-se cobrir ausências, ou mesmo, ampliar a abrangência e alcance das políticas públicas.  

Poste seus comentários em nosso blog. Envie suas mensagens para humanitarj@hotmail.com .
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)

sábado, 3 de março de 2012

RETRATO das DESIGUALDADES de GÊNERO e RAÇA no BRASIL

Analisando dados de 2009, apurados em pesquisa feita pelo IPEA – Instituto de Pesquisas Aplicadas, muito há que se fazer sobre políticas sociais no Brasil para inclusão social e igualdade entre gênero e raça. Ao falarmos de desigualdades de gênero e raça vários focos de análise social podem ser feitos. Para este momento, nosso olhar priorizará o núcleo da família e sua organização.

É de conhecimento geral que as organizações familiares estão mudando cada vez de forma mais acentuada e rápida. Vemos organizações familiares diferenciadas e distanciadas do padrão tradicional onde o núcleo familiar era constituído por pai, mãe e filhos com seus papéis claros e rígidos socialmente: pai provedor, mãe cuidadora e do lar, filhos sob forte e rígida disciplina e costumes morais... As famílias sofreram mudanças decorrentes do cenário externo, meio social, que acarretaram em questionamentos das regras de disciplina e costumes morais, além de mudanças nos papéis de pai e mãe. A mulher acabou por se inserir no mercado de trabalho, assumindo integral, ou de forma compartilhado com o homem, o papel de provimento à família. Novas famílias passaram a se constituir, decorrentes de separações e recasamentos, ocasionando também repensar sobre preconceitos em relação as mulheres separadas, e a quanto a ser filho de descasados. A maternidade tem se dado cada vez mais cedo acarretando em núcleos familiares com pais muito jovens, ou em filhos sem a presença da figura paterna (“produções independentes”). Maior expressão da diversidade sexual se faz presente na constituição de famílias com pais homossexuais. Enfim, a organização familiar tem tido várias mudanças que influenciam e/ou são influenciadas, direta ou indiretamente, no pensar e repensar sobre as políticas sociais para a inclusão e igualdade de gênero e raça.

Por isso, vamos olhar alguns indicadores da pesquisa do IPEA de 2009 sobre o tema:
ü  Em 1999, 787 mil famílias eram chefiadas por mulheres, mas dez anos depois, em 2009, esse índice passou para 4.1 milhões de famílias;
ü  Em 2009, o índice de pobreza, distribuição e desigualdade de renda, segundo sexo e cor/raça, apresentou uma renda média de R$ 1.491,00 para homens brancos, de R$ 833,50 para homens negros, de R$ 957,00 para mulheres brancas e de R$ 544,40 para mulheres negras;
ü  Em 1999, o índice de educação (média de anos de estudos da população ocupada com 16 anos ou mais de idade, do homem branco era da média de 7,1 anos e, do homem negro, de 4,7 anos. Em 2009, o homem branco tinha média de 8,8 anos de estudo, e o homem negro tinha 6,8 anos. No caso da mulher, em 1999, a mulher branca teve 8,0 anos, e a mulher negra teve 5,6 anos. Já em 2009, a mulher branca estudou 9,7 anos, e 7,8 anos para a mulher negra;
ü  Em 2009, a taxa de desemprego da população de 16 anos ou mais de idade, para o homem branco foi de 5,3% e para o homem negro de 6,6%. A mulher branca teve taxa de desemprego de 9,2%, e a mulher negra de 12,5%;
ü  Em 2009, a concessão de bolsa família como política social para aquelas famílias mais carentes, demonstrou o empobrecimento das famílias negras, pois 70% da distribuição foi para famílias constituídas e chefiadas por homens ou mulheres da raça negra, e 30% para famílias com homens ou mulheres da raça branca;
ü  De 19992009,  o trabalho doméstico remunerado e com carteira assinada, , indicou tratar-se de uma alternativa de ocupação para as mulheres e com tendência de crescimento, quer para a inclusão da mulher branca como da mulher negra. Em 1999, 21,2% dos empregados domésticos eram de mulheres negras e 26,9% de mulheres brancas; em 2009, passou para 24,6% de mulheres negras, e para 29,3% de mulheres brancas;
ü  Em 2009, outro importante indicador é a vitimização por agressões físicas sofridas por homens e mulheres com 10 anos ou mais de idade. Independentemente da raça, 80% das agressões aos homens aconteceram em locais públicos e, 12% em suas próprias residências. No caso das mulheres, 49% das agressões físicas foram em lugares públicos e, 43% em suas próprias residências.

Esses são números que retratam mudanças e refletem tendências na organização da sociedade brasileira. Ao serem analisados, devem ser feitos de forma transversal pois um pode impactar o outro. Como todo e qualquer indicador, devem servir como referência para que representantes de nossos poderes (executivo, legislativo e judiciário), organizações da sociedade civil (ONGs, universidades, conselhos de classe ...), lideranças comunitárias e cidadãos em geral, se mobilizem tentando entende-los e debatendo sobre O QUE e COMO FAZER para que de forma organizada, segura e com visão de futuro, possamos ter bases sólidas em nossa sociedade que garantam igualdade entre gênero e raça.
Esse exercício de reflexão e ação tem agentes diversos e com competências e responsabilidades específicas, mas também é um compromisso de TODOS. Cada um de nós pode e deve, com um olhar macro mas também com um olhar micro, pensar sobre a sua responsabilidade e participação nessa corrente para a realização de uma sociedade mais justa e igualitária que desejamos.

Acreditamos que ao SONHO e ao DESEJO, é preciso que se somem a VONTADE e a REALIZAÇÃO.

E VOCÊ, O QUE PENSA A ESSE RESPEITO ? O QUE VEM FAZENDO ? COMO ACREDITA QUE PODE CONTRIBUIR E/OU FAZER ?

Contribua com suas reflexões. Envie seus comentários e opiniões, poste aqui neste blog.
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)