sábado, 1 de setembro de 2012

MUDAM as FAMÍLIAS, MUDAM as MANEIRAS de TRABALHAR

Dando continuidade ao tema anterior sobre as questões sociais decorrentes das novas organizações familiares, trago a publicação de Rosiska Darcy de Oliveira (escritora) do jornal O Globo de 1/9/2012. Vamos tratar um pouco sobre mudanças nas famílias, e nas maneiras de trabalhar. 

“Uma revolução sempre esconde outra. A transformação das famílias “pai, mãe e filhos” em um leque de possibilidades existenciais, revelada em pesquisa do IBGE, é uma porta de entrada para compreender a complexa articulação entre família e trabalho e como nela se está gestando uma revolução invisível. No rastro da transformação da família está vindo do mundo do trabalho.
Se metade da família brasileira já não corresponde ao modelo casal com filhos vivendo sob o mesmo teto, nem por isso a família se desfaz. Ela resiste, assume formas inusitadas e afirma-se como de fato é: laço afetivo, uma realidade econômica e, quando há crianças, um espaço de transmissão de valores e comportamentos. Intimidade, gratuidade e solidariedade ancoram, hoje, nessas novas configurações multifacetadas.
Essa grande diversidade traz novidades: o menor número de filhos – ou nenhum filho – e o fato de que homens e mulheres exercem, ambos, atividades lucrativas e colaboram com suas rendas para o sustento da família. A criação dos filhos se dá nos interstícios de duas vidas profissionais. No cotidiano dos casais ou dos indivíduos, homem ou mulher, que sozinhos assumem essa responsabilidade, o tempo se torna um bem escasso e precioso.
O mundo do trabalho estava preparado para acolher os problemas da vida privada...
A vida privada que o mundo do trabalho ignorava perpassa, hoje, os departamentos de RH. Flexibilidade nos horários, possibilidade de trabalhar em casa alguns dias da semana. Já não soa como uma aberração. Ao contrário, está sendo experimentada nas empresas como uma solução. As tecnologias do informação ajudando, a jornada de trabalho vai perdendo seu caráter fabril onde reinam o contramestre e o relógio de ponto, incorporando a virtualidade do desempenho profissional avaliado pelo cumprimento de metas e não pelo tempo de permanência nos escritórios. Não se trabalha menos, apenas de maneira diferente. O local de trabalho do século XXI será, cada vez mais, para muita gente, o ciberespaço.
Essas alternativas que aliviam a pressão do tempo colocam as empresas inovadoras no coração da modernidade, exemplo estruturante para a sociedade brasileira. Que ninguém se engane: as demais serão cada vez mais confrontadas a essa questão. Assim como a família mudou – e justamente porque ela mudou – a maneira de trabalhar está mudando. Quem viver verá”.

Ao ler essa opinião da escritora Rosiska, não vejo como não concordar e endossar plenamente. Sem dúvida nenhuma, o mercado de trabalho formal precisa considerar essa nova realidade das organizações familiares para estabelecerem seus modelos de gestão de pessoal, de estruturação de seus processos produtivos, e de reconhecimento e desenvolvimento de seus recursos humanos. 
Do outro lado, torna-se crucial para que os indivíduos possam compor a classe produtiva, que as políticas públicas priorizem dar suporte a essas novas organizações familiares, principalmente,  quando vemos municípios como Guapimirim, que pela proximidade com a capital e a pouca oferta de emprego local, leva a que provedores dessas organizações familiares busquem oferta de trabalho fora de nosso território geográfico. No caso de Guapimirim, o deslocamento diário entre casa-trabalho-casa toma aproximadamente 3 a 4 horas. Ora, como manter sua qualidade de vida pessoal e familiar e responder produtiva e satisfatoriamente, se não tiver como deixar seus filhos sob cuidados com garantias para sua segurança e educação ? É nesse ponto que destaco a importância das creches municipais além, é claro, da ampliação de ofertas de emprego e de renda localmente, ou seja, das políticas públicas pensadas com base nessa nova realidade de organizações familiares.
De qualquer forma, todos nós, cidadãos comuns, empresários ou representantes dos poderes públicos, não podemos deixar de pensar e repensar nesses pontos abordados acima, para o redesenho de modelos de gestão de pessoal e de políticas públicas. O eixo central continua e continuará a ser como mola propulsora para a organização das sociedades: A FAMÍLIA.
Comente, manifeste-se, envie sua mensagem. Participe.
Juçara Cerqueira
Psicoterapeuta da Humanitá

domingo, 26 de agosto de 2012

A NOVA FAMÍLIA BRASILEIRA

A seguir, faço um resumo da reportagem do jornal O GLOBO de 26/08/2012 - Caderno de Economia.

A família brasileira tem mudado ao longo dos anos. De acordo com o Censo Demográfico do IBGE de 2010, o tradicional modelo de família composta por um casal e filhos vem se transformando como demonstram os índices do Censo que indica 75% em 1980, 65% em 1991, 60% em 2000 e 49,9% em 2010.

Esse novo perfil pode ser explicado por diferentes fatores:
  • a inserção da mulher no mercado de trabalho (em 1969 elas eram 27,3% da força de trabalho e em 2009 são 43,6%);
  • a independência financeira feminina (em 1991 31,1% da renda total vinha das mulheres, e em 2010 subiu para 41%);
  • o aumento do controle da fertilidade (em 1940 as mulheres tinham em média seis filhos e hoje tem menos de dois);
  • a elevação da expectativa de vida do brasileiro (em 1940 era de 45,5 anos, até a década de 60 era de 50 anos e em 2100 deverá ser de 84 anos);
  • a busca por privacidade (em 2000 eram 8,6% que moravam sozinhos e em 2010 temos 12,2%);
  • a legislação sobre o divórcio;
  • novas composições conjugais (60,000 lares são formados por casais gays sendo 46,2% de homens e 53,8% de mulheres) etc.
Vejamos alguns índices do Censo Demográfico de 2010 pelo IBGE que retratam bem como está a ORGANIZAÇÃO da FAMÍLIA BRASILEIRA:
  • 12,2% de FAMÍLIA UNIPESSOAL (a pessoa mora sozinha) – desses  51,2% de homens e 48,8% de mulheres;
  • 66,2% de FAMÍLIA NUCLEAR (casal sem filhos, casal ou só o homem ou a mulher sozinhos com filhos próprios ou enteados) – desses 61,9% de casal com filhos, 20,7% de casal sem filhos, 15,1% de mulher sozinha com filhos e 2,3% de homem sozinho com filhos;
  • 19% de FAMÍLIA ESTENDIDA (ao menos uma pessoa com outro parente que não filho ou pais) – desses 43%de  casal com filhos e outro parente, 26,7% de mulher com filhos e outro parente, 10,9% de casal sem filhos e outro parente, 3,6% de homem com filhos e outro parente, e 15,8% outros tipos;
  • 2,5% de FAMÍLIA COMPOSTA (pessoas sem laço de parentesco) –desses, 30,1% de casal com filhos e com não parentes, 15,8% mulher com filhos e com não parentes, 9,9% de casal sem filhos e com não parentes, 3,5% de homem com filhos e não parentes, e 40,6% de outros tipos;
  • a RESPONSABILIDADE pela FAMÍLIA está representada com 61,3% pelos HOMENS e 38,7% pelas MULHERES como não dividindo as despesas, enquanto 29,6% vivem sob RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA (dividem as despesas).
Por tudo isso, podemos dizer que as relações familiares com seus diferentes tipos de organizações cada vez mais se pautam em construção de alianças, e não mais em padrões sociais rígidos que acabam impondo mais restrições do que verdades e companheirismos.

Considero indispensável reconhecermos essas transformações, aceitá-las e legitimá-las dentro desse contexto social, não por questões humanitárias, mas por serem a realidade de nossa sociedade, por expressarem as organizações familiares que sustentam valores sociais e contribuem para a construção das relações humanas inclusivas, respeitosas e sadias.

Juçara Cerqueira
Psicoterapeuta da Humanitá
humanitarj@hotmail.com

quinta-feira, 5 de julho de 2012

ABERTAS INSCRIÇÕES para GRUPO DE REFLEXÃO VIVENDO AS DIFERENÇAS

Tal qual num processo de “coaching” (treinamento), os participantes dos GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá são levados a buscar novos entendimentos sobre si mesmos e o meio, recebendo conhecimentos e técnicas que poderão contribuir para seu fortalecimento, enquanto indivíduo e ser social, e ampliar sua capacidade de realizações e conquistas, evolução e crescimento, felicidade, bem-estar  e qualidade de vida.

No GRUPO DE REFLEXÃO VIVENDO AS DIFERENÇAS, trabalharemos a capacidade e habilidades pessoais para respeitarmos o outro e, termos qualidade no convívio social. Serão 04 encontros por turma com palestras e exercícios práticos (vivências, ou dinâmicas de grupo, ou terapia comunitária)A condução do grupo será pela Psicoterapeuta Juçara Cerqueira (CRP 24908-5ª/RJ) e, pela Terapeuta Natural Holística Eliani Mayerhofer(21-045/01 Sinter-RJ).

Inscrições até 27/7/12
Turma de QUARTA FEIRA = 4 encontros nos dias 08, 15, 22 e 29 de agosto/12, no período da MANHÃ (das 10:30 às 12:00 h) ou NOITE (das 18:00 às 19:30 h)

Turma de QUINTA FEIRA = 4 encontros nos dias 09, 16, 23 e 30 de agosto/12, no período da MANHÃ (das 10:30 às 12:00 h) ou NOITE (das 18:00 às 19:30 h)
Custo por participante pelos 4 encontros =  02 parcelas de R$ 50,00 sendo a 1ª. parcela paga no ato da inscrição ou no 1º. encontro e, a 2ª.parcela com cheque para 30 dias
Local dos encontros = sede da Humanitá (Rua João Ferreira de Abreu 110- A, Paiol, Guapimirim (rua da Feira de Artesanato, junto da “Suzana Veterinária”).

Para se inscrever,  envie um email para humanitarj@hotmail.com dando seu NOME-ENDEREÇO-TEL e, informando a preferência de turma (se quarta ou quinta e, se manhã ou noite), ou entre em contato com a Humanitá (telefone 2632-4461- Rua João Ferreira de Abreu 110-A, Paiol - a rua da Feirinha de Artesanato, junto da "Suzana Veterinária" ). Aguarde que entraremos em contato confirmando a formação da turma e sua inscrição.
Convide seus familiares, amigos e vizinhos. Vamos juntos fortalecer essa rede do bem e pela qualidade do convívio humano.

sábado, 23 de junho de 2012

ACONTECEU O 1o. RANCOR x PERDÃO

Obrigado aos nossos queridos companheiros do 1o Grupo de Reflexão da HUMANITÁ (RANCOR x PERDÃO) que estiveram reunidos conosco trocando conhecimentos, percepções, experiências e muita energia boa para nosso crescimento individual e paz interior.  

Encerramos essa 1a. experiência na quarta feira passada, dia 20 de junho. Foram 06 encontros que intercalaram palestras e práticas como vivências, dinâmicas, terapia comunitária e meditação. Ao longo desse tempo, abordamos: "A origem do rancor", "Reflexos da agressividade e a canalização positiva da raiva", e por último, "A força do perdão".

Ao final, tivemos uma agradável noite de encerramento.

                          
Valeu grupo! Vocês foram maravilhosos e só temos a agradecer toda essa sinergia.

Vamos nos reencontrar no próximo Grupo de Reflexão "VIVENDO AS DIFERENÇAS", que acontecerá em AGOSTO. 

No decorrer de julho, estaremos divulgando e abrindo as inscrições. As vagas serão limitadas por turma, mas conforme interesse e adesões, teremos várias turmas. Esperamos poder contar com novos participantes e, cada vez mais ampliar essa rede.

Vamos juntos com a HUMANITÁ trilhar o caminho para o Desenvolvimento Pessoal e Social.

Juçara Cerqueira
Psicoterapeuta da Humanitá.

terça-feira, 22 de maio de 2012

CRACK: NÃO SE PODE DEIXAR DE LADO.

Li reportagem na página do Jornal O Globo de hoje, 22 de maio de 2012 de Luiz Gustavo Schmidt e Walesca Borges, abordando a dependência ao crack,  que reproduzo parte dos textos:

“Segundo Ademir Treichel, diretor da Unidade municipal de Reinserção Social Rio Acolhedor, em Paciência, como não existe abrigamento compulsório de adultos, apenas 30% do total das pessoas acolhidas ficam no abrigo para tratamento...

– Muitos saem do ônibus e vão embora imediatamente. A mesma pessoa é acolhida por diversas vezes. O abrigamento não é compulsório no caso de adultos. Na rua, essas pessoas tem toda liberdade do mundo e não precisam respeitar horários. Elas são doentes e não tem o poder de discernimento. Por isso, sou a favor da internação compulsória – comentou Ademir Treichel, lembrando que a unidade oferece cursos profissionalizantes, de alfabetização, lzaer, biblioteca, sala de computador e piscina, entre outras atividades”.

Continuando na reportagem, destaco dados de pesquisa feita pela Secretaria municipal de Assistência Social do Rio com 3.194 adultos acolhidos, entre março de 2011 e abril deste ano. Das pessoas em situação de rua acima de 18 anos, 24% responderam que são dependentes de crack, 20% de álcool, 15% de cocaína e 12% de maconha. Ao compararem o uso de diferentes tipos de drogas com faixa etária, o crack predomina entre jovens e adultos com idades de 18 e 25 anos, 36 a 30 anos e 31 a 35 anos. Já na faixa de 36 a 40 anos a maioria se declarou usuária de cocaína, seguida de álcool, crack e maconha.

Ainda na reportagem, são trazidos dados de uma outra pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em prontuários de 61 adolescentes atendidos no local, no segundo semestre de 2010.

Pela pesquisa do Nepad, para esses jovens, sai caro sustentar o vício. Em média, eles gastaram R$ 550,00 por semana, sendo que o gasto mais caro foi de R$ 740,00 para o crack, de R$ 550,00 para a cocaína e, de R$ 140,00 para a maconha. Além disso, 48% alegaram a prática de roubo e 36% de assalto a mão armada para custear o vício. Entre os usuários de crack, 63% praticaram roubo e 45%  assalto.

“Segundo a diretora do Nepad, Ivone Ponczek, dos atendimentos feitos no local, a classe baixa é predominante entre os usuários de crack.
– A disseminação visível do uso do crack está relacionada com amiséria do país. Observamos neste perfil o desamparo social e a desorganização familiar – comentou Ivone”.


É claro que o contexto local pode levar a termos variações nos resultados estatísticos, já que o público pesquisado foi da capital (município do Rio de Janeiro). De qualquer forma, acredito que as diferenças não mudem tanto esses perfis e, se as pesquisas fossem feitas aqui em Guapimirim, encontraríamos semelhanças. Considero muito importante que haja um aprofundamento sobre o tema, com análise de nossa realidade atual e futura em decorrência dos impactos para nosso município devido sua proximidade com a capital, nosso crescimento populacional e, do Comperj. Vejo como indispensável que essa discussão considere a necessidade de adoção de políticas públicas para a implementação e continuidade de programas que integrem as áreas de Ação Social, Saúde e Segurança Pública, tanto numa abordagem preventiva como para o acolhimento e tratamento de usuários.

Envie comentários e poste outras matérias sobre o tema para multiplicar informações, e formarmos opinião: humanitarj@hotmail.com .

Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O MUNDO VAI, OU NÃO, ACABAR EM 21/12/2012 ?

Li reportagem na página de Ciência do Jornal O Globo de hoje, 11 de maio de 2012,  escrita por Cesar Balma, que reproduzo parte dos textos:

“Foi encontrado em escavações nas ruínas Xultún, megacidade maia no nordeste da Guatemala, um mural com tabelas astronômicas que avançam 7 mil anos no futuro. O mural, datado do século I a.C, é o mais antigo conhecido calendário astronômico da civilização, centenas de anos mais velho que o chamado “Código de Dresden”, de onde os arautos do fim do mundo tiraram a ideia de que os maias previram uma catástrofe global em 21 de dezembro de 2012.

William Saturno, arqueólogo da Universidade de Boston e principal autor do artigo sobre o achado, publicado na edição de hoje da revista “Science” comenta: É uma falácia a história de que o calendário maia traz uma data de validade para o mundo. A sociedade ocidental tem uma fixação com o fim dos calendários que é bem diferente da visão dos maias. O que para eles significava apenas o início de um novo ciclo, para nós é o fim do mundo.

Os reis maias eram muito interessados em contar o tempo e se associarem a sua passagem – explica David Stuart, professor de Arte e Escrita Mesoamericana da Universidade do Texas e responsável por decifrar as inscrições. – Era muito importante para a manutenção do poder do rei ele parecer ser responsável pelos ciclos de renovação e, por isso, estes sacerdotes, matemáticos e astrônomos tinham uma relação com ele muito próxima.

Mesmo com a descoberta dos novos calendários maias, Saturno não acredita que os teóricos do apocalipse vão mudar de idéia quanto ao fim dos tempos este ano:

– É claro que os maias não viam o fim do mundo ao término dos seus ciclos de tempo, e devemos encarar seus calendários da mesma maneira. Mas nenhuma pintura ou descoberta será capaz de convencer do contrário quem acha que o mundo vai acabar. Isso só vai acontecer mesmo quando o dia 21 de dezembro de 2012 for seguido normalmente pelo 22 de dezembro”.

E VOCÊ, ACREDITA NO QUE ?


Faça aqui seus comentários, e/ou envie por email para humanitarj@hotmail.com outras matérias sobre o tema para postarmos no blog, vermos as informações multiplicadas e, formarmos opinião.

Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)

quarta-feira, 28 de março de 2012

NOVO GRUPO DE REFLEXÃO RANCOR x PERDÃO.

Tal qual num processo de “coaching”, os participantes dos GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá são levados a buscar novos entendimentos sobre si mesmos e o meio, recebendo conhecimentos e técnicas que poderão contribuir para seu fortalecimento, enquanto indivíduo e ser social, e ampliar sua capacidade de realizações e conquistas, evolução e crescimento, felicidade, bem-estar e qualidade de vida.

Os GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá tem 06 encontros conduzidos pela Psicoterapeuta Juçara Cerqueira (CRP 24908-5ª./RJ) e, pela Terapeuta Natural Eliani Mayerhofer (21-045/01 Sinter-RJ). 


 Venha inscrever-se no novo grupo com o tema central - Rancor x Perdão.
Vagas limitadas.

Os participantes terão 03 palestras sobre a origem do rancor, reflexos da agressividade e canalização positiva da raiva, e a força do perdão”, e 03 encontros práticos constituídos de “vivências, ou dinâmicas de grupo, ou terapia comunitária”.


Datas dos encontros   25 de abril; 02 e 16 e 30 de maio; 13 e 27 de junho/12
Horário de cada encontro das 18:00 h às 19:30 h
Local dos encontros  Rua João Ferreira de Abreu 110-A, Paiol, Guapimirim (rua da Feira de Artesanato junto da "Suzana Veterinária")
Inscrições até 23/04/12 de terça à quinta das 10:00 às 15:00 h na Humanita ou para email humanitarj@hotmail.com, confirmando seu interesse em inscrever-se e, informando NOME-ENDEREÇO-TELEFONE 
Custo por participante R$ 58,00 por mês, sendo o pagamento no ato da inscrição pelos 03 meses do período, ou parcelado em 03 cheques (no ato da inscrição, outro para 16 de maio e, o último para 13 de junho).


Humanitá Instituto de Recursos Humanos e
Terapias Naturais e Holísticas Ltda
CNPJ 02.752.462/0001-90
Rua João Ferreira de Abreu 110 – A, Paiol, Guapimirim/RJ – Cep 25.940-000
(21)2632-4461 humanitarj@hotmail.com

sábado, 17 de março de 2012

PLANO de METAS para gerar SAÚDE

Li no caderno Razão Social do Jornal O Globo de 13 de março de 2012, uma reportagem de Martha Neiva Moreira, sobre o trabalho que é feito pela ONG Saúde Criança, e achei bastante interessante multiplicar.

A ONG Saúde Criança, entre outros casos, acompanha o tratamento de um menino há pouco mais de um ano no Hospital da Lagoa, Ricardo Oliveira. Trata-se de uma criança de 8 anos que sofre de anemia falciforme, residente numa comunidade de baixa renda de Vila Rosário (Duque de Caxias/RJ), cujas casas são casebres pequenos, sem reboco e sob calor intenso.

“... a temperatura alta pode acentuar sintomas da doença, como dores, dificuldade de respirar e fadiga. Por isso, no coquetel de tratamento, além dos remédios e consultas freqüentes, foi incluído um Plano de Ação Familiar.

O plano é a principal ferramenta da entidade, que há 21 anos atua na área de saúde infantil para melhorar a qualidade de vida das crianças atendidas e suas famílias.

Definido como uma tecnologia social pela pediatra Vera Cordeiro, fundadora da Saúde Criança, o plano já contribuiu para reduzir em 60%  a quantidade de internações dos pequenos pacientes e aumentar em 35% a renda de seus familiares. A metodologia consiste em estabelecer metas em cinco áreas – moradia, cidadania, educação, saúde e renda –, para serem alcançadas em dois anos. No caso do Plano de Ricardo, além da reforma da casa, que ganhou reboco, tinta e mais três cômodos, foi preciso instalar um filtro para acabar com o hábito familiar de beber água da bica; ensinar a fazer gestão de resíduos, para que o lixo não ficasse acumulado no quintal causando mau-cheiro e atraindo bichos; e implantar um programa alimentar.

Cristiane de Oliveira, 36 anos, mãe do garoto, que ainda deve cumprir a meta de gerar renda com o artesanato que produz, comemora o fato de o filho ter reduzido o número de internações ano passado. Até 2011, ele costumava ser internado mês sim, mês não. No último ano, porém, foram apenas três.
– Os remédios ajudam e são necessários, mas tínhamos maus-hábitos como beber água da bica e não comer nenhum legume ou verdura. Além disso, acumulávamos lixo no quintal. Por conta do plano, consegui até solicitar à Prefeitura de Duque de Caxias que viesse à comunidade para recolher o lixo acumulado no barranco ao lado de casa. Também já estou mobilizando os outros moradores para não deixar acumular o lixo no quintal – contou Cristiane que vive no casebre com o marido e mais três filhos e conta com uma renda mensal de cerca de pouco mais de um salário mínimo.”
Continuo destacando na reportagem: “ A idéia de usar o Plano de Ação Familiar como ferramenta no tratamento das crianças, surgiu depois que Vera constatou que os hábitos da pobreza dificultam o tratamento das crianças.

– As doenças, são muitas vezes, resultado das faltas que o indivíduo sofre vivendo em situação de pobreza. A questão é que a pobreza é multidimensional. Para tratar um paciente que vive nesse ambiente, não adianta só dar remédios. É preciso tratar o ambiente em que ele vive e sua família,. Conseguimos pensar numa estratégia, que é o Plano de Ação Familiar, posto em prática com o compromisso das famílias e parceria das empresas que nos apóiam para promover as reformas de moradias, oferecer cursos de capacitação, entre outras iniciativas que estão na lista de metas – contou Vera.”

Como resultados do Saúde Criança, a repórter destaca que já foram beneficiadas 40 mil crianças em todo o país, abrangendo 12 estados.

Considero que este é um belo exemplo para inspiração e reflexão sobre políticas públicas e parcerias que podem ser construídas. Trata-se de uma ação baseada numa visão holística da saúde, onde através da atuação da ONG busca-se cobrir ausências, ou mesmo, ampliar a abrangência e alcance das políticas públicas.  

Poste seus comentários em nosso blog. Envie suas mensagens para humanitarj@hotmail.com .
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)

sábado, 3 de março de 2012

RETRATO das DESIGUALDADES de GÊNERO e RAÇA no BRASIL

Analisando dados de 2009, apurados em pesquisa feita pelo IPEA – Instituto de Pesquisas Aplicadas, muito há que se fazer sobre políticas sociais no Brasil para inclusão social e igualdade entre gênero e raça. Ao falarmos de desigualdades de gênero e raça vários focos de análise social podem ser feitos. Para este momento, nosso olhar priorizará o núcleo da família e sua organização.

É de conhecimento geral que as organizações familiares estão mudando cada vez de forma mais acentuada e rápida. Vemos organizações familiares diferenciadas e distanciadas do padrão tradicional onde o núcleo familiar era constituído por pai, mãe e filhos com seus papéis claros e rígidos socialmente: pai provedor, mãe cuidadora e do lar, filhos sob forte e rígida disciplina e costumes morais... As famílias sofreram mudanças decorrentes do cenário externo, meio social, que acarretaram em questionamentos das regras de disciplina e costumes morais, além de mudanças nos papéis de pai e mãe. A mulher acabou por se inserir no mercado de trabalho, assumindo integral, ou de forma compartilhado com o homem, o papel de provimento à família. Novas famílias passaram a se constituir, decorrentes de separações e recasamentos, ocasionando também repensar sobre preconceitos em relação as mulheres separadas, e a quanto a ser filho de descasados. A maternidade tem se dado cada vez mais cedo acarretando em núcleos familiares com pais muito jovens, ou em filhos sem a presença da figura paterna (“produções independentes”). Maior expressão da diversidade sexual se faz presente na constituição de famílias com pais homossexuais. Enfim, a organização familiar tem tido várias mudanças que influenciam e/ou são influenciadas, direta ou indiretamente, no pensar e repensar sobre as políticas sociais para a inclusão e igualdade de gênero e raça.

Por isso, vamos olhar alguns indicadores da pesquisa do IPEA de 2009 sobre o tema:
ü  Em 1999, 787 mil famílias eram chefiadas por mulheres, mas dez anos depois, em 2009, esse índice passou para 4.1 milhões de famílias;
ü  Em 2009, o índice de pobreza, distribuição e desigualdade de renda, segundo sexo e cor/raça, apresentou uma renda média de R$ 1.491,00 para homens brancos, de R$ 833,50 para homens negros, de R$ 957,00 para mulheres brancas e de R$ 544,40 para mulheres negras;
ü  Em 1999, o índice de educação (média de anos de estudos da população ocupada com 16 anos ou mais de idade, do homem branco era da média de 7,1 anos e, do homem negro, de 4,7 anos. Em 2009, o homem branco tinha média de 8,8 anos de estudo, e o homem negro tinha 6,8 anos. No caso da mulher, em 1999, a mulher branca teve 8,0 anos, e a mulher negra teve 5,6 anos. Já em 2009, a mulher branca estudou 9,7 anos, e 7,8 anos para a mulher negra;
ü  Em 2009, a taxa de desemprego da população de 16 anos ou mais de idade, para o homem branco foi de 5,3% e para o homem negro de 6,6%. A mulher branca teve taxa de desemprego de 9,2%, e a mulher negra de 12,5%;
ü  Em 2009, a concessão de bolsa família como política social para aquelas famílias mais carentes, demonstrou o empobrecimento das famílias negras, pois 70% da distribuição foi para famílias constituídas e chefiadas por homens ou mulheres da raça negra, e 30% para famílias com homens ou mulheres da raça branca;
ü  De 19992009,  o trabalho doméstico remunerado e com carteira assinada, , indicou tratar-se de uma alternativa de ocupação para as mulheres e com tendência de crescimento, quer para a inclusão da mulher branca como da mulher negra. Em 1999, 21,2% dos empregados domésticos eram de mulheres negras e 26,9% de mulheres brancas; em 2009, passou para 24,6% de mulheres negras, e para 29,3% de mulheres brancas;
ü  Em 2009, outro importante indicador é a vitimização por agressões físicas sofridas por homens e mulheres com 10 anos ou mais de idade. Independentemente da raça, 80% das agressões aos homens aconteceram em locais públicos e, 12% em suas próprias residências. No caso das mulheres, 49% das agressões físicas foram em lugares públicos e, 43% em suas próprias residências.

Esses são números que retratam mudanças e refletem tendências na organização da sociedade brasileira. Ao serem analisados, devem ser feitos de forma transversal pois um pode impactar o outro. Como todo e qualquer indicador, devem servir como referência para que representantes de nossos poderes (executivo, legislativo e judiciário), organizações da sociedade civil (ONGs, universidades, conselhos de classe ...), lideranças comunitárias e cidadãos em geral, se mobilizem tentando entende-los e debatendo sobre O QUE e COMO FAZER para que de forma organizada, segura e com visão de futuro, possamos ter bases sólidas em nossa sociedade que garantam igualdade entre gênero e raça.
Esse exercício de reflexão e ação tem agentes diversos e com competências e responsabilidades específicas, mas também é um compromisso de TODOS. Cada um de nós pode e deve, com um olhar macro mas também com um olhar micro, pensar sobre a sua responsabilidade e participação nessa corrente para a realização de uma sociedade mais justa e igualitária que desejamos.

Acreditamos que ao SONHO e ao DESEJO, é preciso que se somem a VONTADE e a REALIZAÇÃO.

E VOCÊ, O QUE PENSA A ESSE RESPEITO ? O QUE VEM FAZENDO ? COMO ACREDITA QUE PODE CONTRIBUIR E/OU FAZER ?

Contribua com suas reflexões. Envie seus comentários e opiniões, poste aqui neste blog.
Juçara Cerqueira (Psicoterapeuta da Humanitá)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Desenvolvimento pessoal e social.


Tal qual num processo de “coaching”, os participantes dos  GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá  são levados a buscar novos entendimentos sobre      si mesmos e o meio, recebendo conhecimentos e técnicas que poderão contribuir para seu fortalecimento, enquanto indivíduo e ser social, e ampliar sua capacidade de realizações e conquistas, evolução e crescimento, felicidade, bem-estar  e qualidade de vida.





Venha inscrever-se
período de fev-mar-abril/12.

Tema central - Rancor  x  Perdão



Os GRUPOS de REFLEXÃO da Humanitá  tem 06 encontros (02 por mês) conduzidos pela Psicoterapeuta Juçara Cerqueira (CRP 24908-5ª./RJ) e, pela Terapeuta Natural Eliani Mayerhofer (21-045/01 Sinter-RJ).  Durante o período, os participantes terão 03 palestras para refletirem sobre   a origem do rancor, reflexos da agressividade e canalização positiva da raiva, e a força do perdão”, e  03 encontros práticos constituídos de “vivências, ou  dinâmicas de grupo, ou terapia comunitária”.

Datas  14 e 28/02/12;  13 e 27/03/12; 10 e 24/04/12  
Novo Horário de cada encontro  das 10:30 h às 12:00 h ou das 18:00 h às 19:30 h
Local  Rua João Ferreira de Abreu 110-A, Paiol, Guapimirim (rua da Feira de Artesanato
Inscrições  até 10/02/12 de terça à quinta das 10:00 às 15:00 h na Humanita ou por email para humanitarj@hotmail.com, informando NOME-ENDEREÇO-TELEFONE e horário do grupo de sua preferência
Custo por participante    R$ 58,00 por mês, sendo o pagamento no ato da inscrição pelos 03 meses do período, ou parcelado em cheques (fev/mar/abril).

Humanitá Instituto de Recursos Humanos e
Terapias Naturais e Holísticas Ltda
CNPJ  02.752.462/0001-90 
Rua João Ferreira de Abreu 110 – A, Paiol, Guapimirim/RJ – Cep 25.940-000 
(21)2632-4461    humanitarj@hotmail.com